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Uns meses antes de 2003 um casal da Yhonathannah - a equipe da FozIber -,
começou a sentir, por parte dos vizinhos do andar-escritório da FozIber na
António Nobre, nᵒ
2 em Cacilhas, uma animosidade tão estranha quão infundamentada. A princípio
poderia parecer uma miragem ou uma concepção mental errada mas os antecedentes
interesseiros dos vizinhos do lado acabariam por entrar num crescendo abismal
ao ponto das injustiças da Câmara Municipal de Almada, adocicadas em pormenores
a favor da FozIber, assim como as do Tribunal de Almada, mas as destes bem
azedas e de amabilidades fingidas, se fazerem presentes obrigando o casal
criador da FozIber a uma estratégia de retirada a fim de, fora do viciado e
doentio ambiente, poder obrigar a qua a Justiça seja executada.
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<< Mas... minha senhora, qualquer diálogo é impossível...
>> Outrora uma excelente advogada exibia agora um caquetismo tornando-a
incapaz de analizar causas e consequências. Decidiu-se, através de uma Catedrática
de Psiquiatria que acompanhava um dos membros da FozIber já em bastante mau
estado psíquico – não conseguia já ir mais além que uns parcos cento e
cinquenta metros do apartamento sem que as fobias, as taquicardias e as
arritmias a assaltassem -, pedir um advogado do gabinete de Psiquiatria a qual
de imediato acedeu dando os contactos necessários de uma firma de advogados
considerada muito conceituada. Bom, lá dispendiosos eram mas e perante aquela
crise em que já outro membro da FozIber apresentava sintomas de úlcera de
estômago e graves problemas intestinais, tudo valia a pena.
Durante a primeira meia-hora da reunião com a nova advogada toda a
estrutura do andar da FozIber e dos contíguos vizinhos foi exposta para que a
advogada pudesse estar totalmente a par de que a água da saída da banheira
nunca poderia inundar os nossos vizinhos do lado mas somente os debaixo e
tinha-se mais do que provas disso pela água que durante anos jorrou dos
vizinhos de cima, da equivalente casa de banho, que apodrecendo o tecto da da
FozIber nunca afectou os vizinhos do lado.
<< Agora que acabou com as suas Filosofias, que aqui não têm
cabimento, vamos às coisas prácticas... >> Que loucura! Mais uma que
cobra este e o outro mundo e é esta a defesa que se pretende? O resultado foi a
causa perdida porque nem o juíz teve cabeça, mesmo adiando a sentença afirmando
ir pensar no caso, para se informar da impossibilidade de um gotejar – mesmo
que fosse um caudal -, de inundar os vizinhos do lado sem inundar os vizinhos
de baixo cujo tecto nada apresentava de humidades. Condenados lá se pagou a
despesa e a indemnização apenas sendo anulada a indemnização a favor da Igreja
Católica da Freguesia de Cacilhas também exigida pela acusação. O pior é que
esta advogada não entrou em contacto com o advogado do queixoso e ainda se ia
sofrendo penhoras. O que se pagou por causa do solicitador das penhoras foi o
mesmo montante que se tivesse dado a indemnização para a Igreja de Cacilhas.
Perante isto, telefonou-se à advogada sobre este seu esquecimento ao que ela
respondeu << e têm muita sorte, por pagarem menos do que estava
assente >>.
Havia, entretanto, outra causa a correr no Tribunal de Almada por uma das
Administrações do prédio, já citado, ter facilitado a falsificação de uma assinatura
de um dos membros da FozIber. Desta feita e perante isto foi esse membro à
Esquadra de Almada passar uma manhã, várias horas, a executar assinaturas,
escrever cópias e ditados tal como rúbricas pessoais. O caso foi arquivado
baixo a alegação << se a primeira suspeita que compareceu titubeou na
escrita procurando alterar o seu modo de escrita normal, seguramente os outros
suspeitos que comparecerem procederão da mesma forma e, por isto, ordena-se o
arquivo do caso. >> Bonito!!!
Outro advogado é aconselhado para os membros da FozIber que atempadamente
recorreu para a reabertura do processo arquivado. Este parecia não saber ler e
volta-se para o membro da FozIber afirmando, depois de estudar atentamente a
primeira página do processo, << então o senhor titubeou na prova de
escrita, assinaturas e rúbricas na Esquadra da Polícia de Almada...
>> Caramba! O que é que se passa com os advogados em Portugal?
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Perante o vislumbre da catástrofe coube a estes membros da FozIber
retirarem-se rapidamente de Portugal para retornar à Suécia onde, já
anteriormente tinha recorrido para esperar pelo passar do tempo da ditadura sob
exílio por questões humanitárias. Nessa altura a FozIber – Portugal a Foz da
Ibéria, era uma editora chamada Arquetipus que acabou por ser condenada à
destruição pela censura salazarista tal como este membro que dirige a FozIber
hoje e que era o proprietário da Arquetipus, foi pela PIDE condenado às celas
da prisão de Caxias conseguindo fugir para a Inglaterra em Junho de 1970 e
depois exilando-se na Suécia onde foi aceite com plenos direitos e protecções
que ainda hoje aufere.
Hoje, estes dois membros da FozIber, companheiro e companheira tal com a
sua filhinha de cinco anos que nunca auferiu de um lar calmo nem quando ainda
estava na barriga da sua mãe, estão de novo na Suécia e aí tiveram conhecimento,
pelo seu advogado de defesa, de que estavam sob Processo-crime no
Tribunal de Almada por causa de lhe ter sido falsificada a assinatura. Como é
que uma juíza que inclusive nega as baixas médicas passadas por uma médica e
uma Catedrática, pondo em causa as suas faculdades, tem capacidades e poderes –
ditaturiais, seguramente -, para avançar com esta série de injustiças e
fraudes? Pois podem estar descansados que quanto pior fizerem sobre este casal
melhor será para eles e quando a sentença for anunciada, da Suécia a defesa
para que a Justiça seja efectuada arrancará e justiça de Almada terá,
seguramente, que sair do seu pardieiro para responder na Europa.
Desta forma ausenta-se definitivamente a FozIber – Portugal a Foz da Ibéria
para a Suécia e, possivelmente terá que mudar o seu nome. Mas como vários são
os Portugueses que nela escrevem, é natural que tal não aconteça. Quanto aos
criadores desta web, agora na Suécia, não pretendendo nunca mais regressar a
Portugal e estando decididos a mudar de nacionalidade logo se verá o que
decidirão em relação à web e ao nome FozIber; porém, até hoje sempre afirmaram
que tudo prosseguirá tal como está.
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João Reis da Fonseca Santos afirmou-nos antes de tomar a decisão de
urgentemente regressar à Suécia << antes que me matem a minha grande
companheira e amiga, destruam a minha filha e estoirem comigo, ausento-me com
os meus e de lá respondo a esta cambada de estupores. Quanto à FozIber
permanecerá na sua integridade. >> Este nosso companheiro nunca fugiu
às suas responsabilidades tendo sempre comparecido para dar a mão e a cara - e
o mesmo se aplica à sua companheira. A Ana Clara estava já medicamente sedada
para entrar no avião de forma que nada podia dizer ou se mesmo entenderia e
João prosseguiu << é uma tristeza ver Portugal neste estado porque
este caso de total ausência de Ética, tal como de tudo, judicial assim como por
parte dos advogados. Não é inédito, pois tendo eu conhecimento de inúmeros
países, este mostra que a ditadura avança apossando-se estrategicamente de
campos que o vulgo português não nota e, como um polvo, lança os seus braços
num cerco que receio vá acabar muito mal para Portugal. Nem sei se muitos
destes que se viciaram nestes in-éticos actos estão conscientes para o que é
que estão a contribuir. Este país não é mais meu nem da minha filha,
seguramente, tal como o não é da Ana Clara. Não guardo ressentimentos, até
porque o dia só tem vinte e quatro horas e a vida é curta, mas lutarei para
“abrir as cabeças” destes estupores a fim de que vejam a imbecilidade das argumentações
que usam para arquivar casos. Já não me bastava o caso ser arquivado para ainda
me tentarem fazer passar por imbecil. >>
Ao questionarmos sobre o porquê da sua assinatura ter sido falsificada e
não a da proprietária rapidamente respondeu << aí é que reside a
matéria. A da Ana Clara era demais evidente e de mim só possuíam duas ou três
assinaturas das poucas vezes que a representei nas reuniões de condóminos.
Assim, eu era o impensável; só que no dia em que chegou a pré-acta fui eu que a
recebi e assinei e como sempre com a minha assinatura completa e não com
rubrica... desde aí a acta nunca chegou às mãos da Ana Clara. Ademais, a partir
do momento que comecei a reparar nas graves irregularidades das administrações
do prédio e tendo sido já a Ana Clara administradora, tornei-me um indivíduo a
pôr de parte chegando uma vizinha a afirmar-me: vá mas é para a sua casa que
não é aqui. A esposa do vice-administrador da altura. >>
Prosseguindo o João exibiu um muito bom exemplo prova da razão de ser a sua
assinatura falsificada e não a da Ana Clara << O administrador
seguinte ensaiou uma cena curiosa que foi chamada à atenção pelo
vice-administrador de que era ilegal: colocou as pré-actas na caixa de correio
dos condóminos em vez de ir condómino a condómino para que estes assinassem em
como a tinham recebido. Perante isto concluí imediatamente que este gajo queria
era fazer esquecer a existência do caderno de assinaturas da pré-acta. >>
Quando este quis consultar a acta, pela segunda vez, a fim de reanalisar a
assinatura forjada a resposta deste administrador foi << já a viu uma
vez, não tem direito a segunda oportunidade. >> Na altura ele não
ligou – afinal ele era filho da mesma antiga ”escola” e queria proteger os
outros a todo o custo, só que foi desmascarado por um dos deles -, << mas
um dia consegui apanhá-lo num sítio neutro – afirmava-nos o João - à
entrada do prédio, e disse-lhe: tenha o senhor cuidado e nunca mais diga a
ninguém que não tem segunda oportunidade para ver a acta porque e segundo a lei,
a acta pode ser vista por um condómino tantas vezes quanto as quiser e na casa
desse condómino, não no da administração como você me quis impingir.
>>
Muito mais aconteceu sem nunca terem contemplado, pelo menos, a vida do bebé
deste casal que nasceu e viveu os seus primeiros cinco anos debaixo de cheiros
tóxicos de limpeza e lubrificação dos elevadores “novos” - outra falsidade e
roubalheira perpetrada por uma das administrações para mais rapidamente vender
o seu descambado apartamento – e, por fim, pelas obras do andar superior nas
quais chegaram a perfurar o tecto do quarto aonde a filhinha deles estava num
parque. Se a mãe não tem corrido e chegado a tempo de agarrar e tirar a menina
teria sofrido profundamente com os grandes pedaços de cimento que caíram em
volta e dentro do seu parque de brinquedos.
Sobre este caso estranhámos e perguntámos ao João como é que isso poderia
ter acontecido se a lei obriga – no artigo 5) do condomínio -, a que obras de
fundo nos condomínios sejam apresentadas à administração do prédio para
aprovação antes de serem ou não efectuadas ao que afirmou << pois é,
isso é verdade e também eu, numa vez que representei a Ana Clara após o parto,
pus essa questão ao administrador em vigor. Este negou dizendo-me que a
administração não tem o direito de violar a privacidade dos outros. Porém, na
verdade, no documento interno dos regulamentos da administração lá está o
artigo cinco contrariando a afirmação prepotente deste administrador. É com
tudo isto e ainda mais que eu vou avançar judicialmente a partir da Suécia.
>>
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Para nós a despedida foi muito triste mas tínhamos que reconhecer de que
esta era a única forma de eles porem cobro a toda esta injustiça da Justiça de Almada
e Portuguesa em geral. Quanto a nós aqui prosseguimos em estreito contacto com
eles via internet e vídeo-conferência e já mais uma página foi criada mas
apenas em Inglês. Não sabemos se a Ana Clara continuará a escrever em Português
mas quanto ao João sabemos que nunca mais o fará.
Aqui fica o nosso repto em favor destes nossos grandes amigos e se alguém
ler e o publicar, ainda melhor porque poderá travar um enorme monturo de
injustiças sabe-se lá a quantos inocentes subscritas pelo Tribunal de Almada.
Fundo
feito sobre esta
fotografia, de Kyry Kyry Island